Já não é a primeira vez que um filme muda a minha perspetiva e a minha opinião sobre as coisas. Neste caso, os The Beach Boys. Não sei muito bem porquê, mas nunca fui muito à bola com este grupo. Conheço e gosto das músicas que toda a gente gosta e conhece. Mas sempre lhes reconheci valor. Tanto assim é que fazem parte das minhas playlists. É um estilo de música que não faz muito o meu género e talvez por isso nunca me deu para pesquisar e aprofundar mais conhecimento. Bem… vou fazê-lo não tarda. E porquê? Porque vi este Love & Mercy de Bill Pohlad. É um misto de biopic e drama alicerçado numa narrativa não-linear. Vi o filme a contra-gosto e, como tal, não estava à espera da pancada. Pancada positiva. É uma pequena perola. Pelo filme e pela temática. A estrutura da história centra-se no génio musical que foi Brian Wilson, o cofundador dos The Beach Boys e principalmente a sua grande força motriz e criativa. O filme vai alternando entre os anos 60 (em que Wilson é interpretado por um fantástico Paul Dano) e os anos 80 (com um John Cusack de arrasar). Este género de história intercalada no tempo permite perceber causas e efeitos na música e na vida conturbada de Wilson. Como diriam os críticos profissionais: “dois grande polegares para cima“. Especialmente para os argumentistas. Mas também não posso esquecer uma dupla secundária de luxo como a Elizabeth Banks e o Paul Giamatti (não me lembro de ver este gajo a interpretar mal). Só tenho pena de não ter mais tempo para ouvir com mais atenção os álbuns dos Beach Boys. Uma rápida pesquisa dá-me algo como 20 e tal álbuns (!!!), por isso vai demorar um bocadito a ouvir isto tudo. Acho que não é preciso dizer mais nada. É um filmito que se vê muito bem e com um final muito bem rematado, o que é quase uma raridade hoje em dia. Love & Mercy merece ser visto. ●●●○○
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