O sol está a morrer e Terra está ameaçada. A única solução é construir gigantescos motores por todo o mundo e literalmente deslocar a Terra para outro sistema solar. Por sorte há um novinho em folha a apenas 2500 anos de distância. Nada que assuste o carácter empreendedor dos nossos jovens heróis… e já agora dos argumentistas. Isto é que se chama pensar em grande. Daí o nome The Wandering Earth, ou no seu título original: Liu lang di qiu… (acho eu… [o meu mandarim anda um pouco enferrujado…])
Um filme para provar que nem só os americanos conseguem gastar rios de dinheiro para fazer filmes de chacha. Um sucedâneo americano do filme-desastre de acção, só que feito na China. Tem mais qualquer coisa que o normal, porque tem traços de anime. Por vezes fez-me lembrar uma conversão de anime para imagem real. Mas também posso ser só eu a ser mentalmente desencaminhado pela sonoridade oriental… Tirando isso, o costume. Verborreia digital, muita acção e fogo de artifício, muito pouco “sumo”, o inevitável sacrifício do herói e um final feliz, miraculosamente conseguido quando faltam 3 segundos para o fim.
O que se destaca mais é o muito bom design da produção. Por acaso até está muito acima da média. Mas de resto é um pouco fracote. Medianamente bem realizado por Frant Gwo e pobremente interpretado por actores com nomes muitos sugestivos, tais como Jing Wu, Chuxiao Qu, Guangjie Li e Man-Tat Ng… Vê-se e esquece-se rapidamente, tal como os restantes “produtos” americanos do mesmo género. Apenas se diferencia um pouco da chachada habitual por causa dos sabores exóticos… ●○○○○

Leave a Reply