Hellraiser III esteve a cargo de Anthony Hickox, um realizador muito experiente no campo do gore/low-budget/slasher. A produção mudou de brit para american e isso nota-se numa abordagem mais para o comercial, apesar de continuar a ser um filme gore da pesada. Mas aqui a história já se tinha perdido completamente. Havia uma tendência para sexualizar cada vez mais as situações (era típico nos 90 e chegou a todos o tipo de filmes). Hellraiser, estranhamente sempre teve um lado muito sexual, digamos assim, mas foi piorando com o tempo. Se no II a história tinha-se desenvolvido, aqui já estava a definhar e vivia apenas das mortes extravagantes ou sanguinolentas. Também já estava um bocado farto do género do terror. E como percebi que isto iria ser sempre a mesma história (tipo franchise, com novas personagens e novas mortes mais horrorosas) fiquei por aqui. Não vi mais nenhum filme desta “série”. Mas a “série” não parou por causa disso. Muito pelo contrário. Transformou-se numa verdadeira franchise (como lhe chamam orgulhosamente hoje em dia) e chegou aos 10 filmes. Incrível! Também chegou ao mundo dos (novos) livros, das BD’s e dos videojogos. Li algures que ainda recentemente esteve para ser transformada em série de TV, mas parece que o projecto não foi avante.
Há que admitir que os filmes são maus. Quer dizer, o primeiro é fixe, precisamente por ter sido o primeiro. A história de Clive Barker, o cubo, os cenobitas, e a personagem Pinhead são muito boas e chegaram ao mainstream. Não me admiraria nada que muito em breve fizessem um reboot ao conceito e que fosse um enorme sucesso. Sim, porque também de lembro de ver “filmes de efeitos gore” de terceira categoria com zombies (que na altura eram maioritariamente uma palhaçada), e agora temos donas de casa que são fãs do Walking Dead, portanto é esperar para ver… ○○○○○

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