Brüno é um apresentador manifestamente gay que tem um programa austríaco sobre tendências de moda, digamos assim. Após uma invasão de um desfile de moda da Agatha Ruiz de la Prada, em Milão, cai em desgraça. É normal. Quando se vai para uma passagem de moda com um vestido integralmente feito de velcro é mesmo pedir para que o pior aconteça.
Após este incidente, Bruno deixa de ser uma celebridade, e por tabela perde os convites para os grandes eventos. Para recuperar o protagonismo, Bruno corre o mundo para tentar recuperar o status perdido. Nesse percurso, cruza-se com muita gente: com o congressista Ron Paul, com “curadores de gays”, um mestre de defesa pessoal especializado em ataques com dildos, entre tantas outras personagens reais. Ou assim parece…
O filme segue aquela lógica estranha dos apanhados/humilhação/gajo-com-toneladas-de-lata-que-nos-confronta-com-situações-incómodas. É tão surreal que fiquei sempre na dúvida se não seria tudo encenado. Principalmente depois de Borat, pensei que Sacha Baron Cohen nunca mais conseguiria refazer este tipo de proezas. Mas o que é certo é que o conseguiu graças a uma incrível ginástica de produção. É a melhor parte do filme.
Quanto ao filme propriamente dito é uma nulidade total. Salta do ridículo para o confrangedor, tendo como único fio condutor uma pseudo história copiada de Borat. Ri-me muito poucas vezes, mas tive sempre a desagradável sensação de borboletas no estômago, de tal forma eram stressantes as situações em que Brüno se mete…
A título de exemplo, e só para se perceber o teor deste Brüno, o maior destaque vai para um enorme pénis em grande plano, oscilando ao som de música techno. É isso mesmo, um grande pénis no grande ecrã. Sem cortes, sem efeitos, sem censura. Só por aqui já se vê o que filme tem para oferecer. Participações especiais, mas totalmente involuntárias de muitas pessoas desconhecidas e algumas muito conhecidas como Bono, Chris Martin, Elton John e Slash. Não percebo como se deixaram envolver neste filme. É demasiado embaraçoso. Ou então fui eu que não entedi nada. Também pode ser o caso. Afinal, sou só um gajo “normal”. ●○○○○

Leave a Reply