Já não é a primeira vez que “abro” um blog. Nem a segunda. Nem a terceira… Bem, acho já perdi a conta. E cometo sempre o mesmo erro. Justificar a abertura. Como se isso interessasse a alguém. Por isso mesmo, desta vez não o vou fazer. Também cometo outro erro grave e acho que é o mesmo de tantas outras pessoas: disperso o assunto. Eu sei o quanto é tentador abrir um “estaminé de opinião” ao mundo. Como se alguém fosse ler. Ao princípio, uma pessoa fica toda entusiasmada, escreve sobre tudo e mais alguma coisa, pesquisa sobre todos os assuntos e sempre com a esperança (infundada) de se vir a tornar um blogger famoso, estar o dia inteiro em casa de cuecas e chinelos, fazer rios de dinheiro a cada post publicado e recusar entrevistas na TV para adensar a imagem de “intelectual recluso”, tipo Banksy dos blogs. Pois. Isso nunca acontece e passado pouco tempo esmorece o entusiasmo e o coitado do blog definha e morre.
Claro que passado um ou dois anos, uma pessoa lembra-se que em tempo teve um blog, vai lá dar uma vista de olhos, congratula-se com os maravilhosos textos que escreveu… e todo o processo recomeça. É o que está a acontecer neste preciso momento.
Portanto, para emendar esse erro (o de dispersar o assunto), vou centrar-me num só: filmes. É que ter um blog sobre cinema resolve alguns dos erros básicos do blogger amador.
Em primeiro lugar, porque centra o tema da escrita. Toda a gente que “abriu” um blog só porque achou que queria “mandar” uns “bitaites” que ainda não tinham sido “mandados” chega a um ponto em que percebe que todos os assuntos estão interligados. Este pormenor torna a escrita numa grande confusão. Uma pessoa começa a falar em arroz e daqui a nada já está a analisar gráficos macro-económicos da Malásia… Tudo se torna muito confuso.
Em segundo lugar, arranja-se um tema de escrita praticamente ilimitado sem estar todo interligado. Eu não sei quantos filmes vi até hoje, mas tenho a certeza que foram muitos. Tantos, que tenho a certeza que me canso novamente de escrever no blog antes de acabar o tema da conversa.
Em terceiro lugar, acaba o rol infinito de links que uma pessoa tem de colocar nos posts. Além da trabalheira gigantesca que é procurá-los. Com os filmes, é só colocar o trailer e já está!
Deixando de parte os erros básicos e as dicas de blogger, queria só deixar umas pequenas notas sobre o funcionamento do blog. Não escrevo isto para ninguém em particular. Nem contra ninguém. Escrevo-o apenas porque gosto de ver filmes (até os maus) e do simples prazer da escrita (neste caso, da “teclagem”). E assim, também, fica para a posteridade uma espécie de base de dados dos filmes que vi, já que é impossível uma pessoa guardar e coleccionar filmes. Quem começou a ver filmes em Beta, passou a VHS e depois a DVD e Blu Ray (e o próximo formato que ainda há-de vir…) percebe o que estou a dizer…
Por último, posso dar asas àquele velho sonho de todos os cinéfilos: atingir o patamar mítico de crítico. Com alguma sorte e engenho ainda chego a “estar o dia inteiro em casa de cuecas e chinelos, fazer rios de dinheiro a cada post publicado e recusar entrevistas na TV para adensar a imagem de “intelectual recluso””…

Esqueci-me dum pormenor indispensável num blog deste género: a classificação. Estou aqui a pensar como classificar os filmes… Cinco estrelas é o mais convencional, mas acho muito redutor classificar de 0 a 5. Até porque há filmes que saem da escala. Bem, como tudo o resto neste blog, logo se verá…