É possível estar cinco anos sem vender bilhetes? Impossível. A solução recorrente: o reboot. The Amazing Spider-Man é portanto um reboot da “série” Spider-Man que tinha terminado em 2007 com Spider-Man 3. Em termos de Hollywood, cinco anos sem um super-herói de bilheteira é uma eternidade, daí o regresso.
Como sempre, o regresso é ligeiramente diferente. Primeiro, não se chama Spider-Man, mas sim The Amazing Spider-Man. Depois, a história de como o vulgar adolescente (Andrew Garfield) se transforma num super-herói aracnídeo é ligeiramente diferente, o super-vilão (Rhys Ifans) é um que não foi utilizado nos outros filmes e a namorada (Emma Stone) segue o mesmo padrão. Também tem aquele truque “normal” dos reboots, que é mostrar um pouco mais de dramatismo (Sally Field), falar um pouco mais do background das personagens (Denis Leary) ou dar aquele tom mais “negro” (Martin Sheen) para dizer que é diferente, um pouco mais sério. De resto é sempre a mesma história. Também, o que é que se poderia mudar?…
Pelo que percebo, isto é tudo uma questão de lutas de estúdios. A Sony tem os direitos para o Spider-Man e pouco mais, enquanto outros gigantes como a Fox (com os X-Men) ou a Warner (com a DC Comics) têm universos inteiros de super-heróis para desenvolver e filmar. Não é justo, não é? Daí que o Spider-Man ande sempre sozinho sem a companhia de todos os outros super-heróis fixes… Coitado. Só tem a companhia das bilheteiras e das pipocas…
The Amazing Spider-Man está xungoso? Não. Está mal feito (Marc Webb) ou é mal representado? Não. Tem maus efeitos especiais? Também não, são sempre espectaculares. Então o que falha? A originalidade. É sempre a mesma coisa. Até eu já me canso de dizer “sempre a mesma coisa“. ●○○○○

Leave a Reply