Não aguento comédias românticas… entediam-me e adormeço. Ou então disperso mentalmente e começo a ler qualquer coisa. Não suporto. No entanto, vejo tudo que tenha uma ponta de interesse e por isso, já no longínquo ano de 1990, quando era uma pessoa totalmente diferente da que sou hoje, vi este Pretty Woman, em que um rico magnata contrata uma prostituta e depois se apaixona por ela. É a fórmula Disney para adultos e nunca falha. Basta transformar a personagem de Julia Roberts (que é “nitidamente” uma prostituta porque usa saias muito curtinhas e botas altas!!!… [em 1990 as coisas eram tratadas assim um pouco para o lado irrealista, mas tudo bem, até gosto desta inocência distante]) numa empregada de limpeza pobre e passar tudo a desenhos animados, juntar-lhe uma musiquinha da treta no genérico (ou numa cena musical – obrigatório) e está feito o novo mega-sucesso da Disney. Aqui, a “potência” dos dois actores principais (Richard Gere e Julia Roberts) segura o filme e torna-o suportável, apesar de toda a previsibilidade deste mundo. Nesta altura, acho que o Richard Gere era o sex-symbol em vigência. Não me lembro bem. Também não interessa… É tudo muito confuso. Já vi o Richard Gere fazer tantas vezes este galã de homem maduro extremamente sensual que vai buscar a “menosprezada amada à fábrica” que já confundo tudo. Mas lá está, não interessa… Garry Marshall fez um mega-sucesso comercial desta moderna La Traviata (que por acaso até aparece no filme) e cristalizou a presença de Roberts (na altura apenas com 22 anos) nos ecrãs de cinema. Dois destaques finais: um para o cartaz oficial que por qualquer razão inexplicável acabou por se tornar icónico com o tempo (lá está: aposto na mini-saia e nas botas altas); e o outro destaque vai para a excelente música de Roy Orbison que dá nome ao filme e torna qualquer trailer numa coisa agradável de se ver. ●●○○○

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