Às vezes é difícil perceber a influência de um realizador na criação e desenvolvimento de um filme. Por isso mesmo, presentearam-me com Pacific Rim: Uprising para eu reflectir sobre o assunto. Depois do sucesso (merecido) de Pacific Rim, realizado por Guillermo del Toro claro que tinha de haver uma sequela. E aqui está Pacific Rim: Uprising de Steven S. DeKnight. E que grande diferença entre os dois filmes. Estava à espera que esta fosse uma sequela diferente das habituais, mas enganei-me… é a mesmíssima coisa. Segue à risca a lógica da sequela desmiolada: monstros maiores, armas maiores, mais acção, mais explosões e praticamente zero de história e já agora, de tudo o resto. O objectivo é voltar a vender um produto e fazer mais dinheiro. Tirando a questão financeira para o estúdio, não tem rigorosamente mais nada de novo, nem sequer de bom. O duo principal arrasta-se envergonhado pela história (John Boyega, Scott Eastwood), e até personagens fixes como as de Burn Gorman e Charlie Day agora parecem ridículas. A juntar a isto ainda há um elenco mix japonês/chinês (Tian Jing, Jin Zhang, Rinko Kikuchi) que também não acrescentam nada, porque só lá está para cativar o público asiático. E é isto. É somente uma questão de puxar a folhinha de Excel e consultar os números de bilheteira. Se este filme cobriu as despesas, teremos nova sequela, um Pacific Rim 3; se por acaso foi um flop… faz-se um reboot… ou uma prequela. ●○○○○


(ultimamente sinto que estou sempre a ver as mesmas coisas, uma e outra vez, sem parar… será que sou só eu que tenho esta sensação?)