Mais uma história pós-apocalíptica passada num futuro próximo. Neste caso, após um acontecimento global relativamente mal percebido, o ar torna-se irrespirável. Sendo assim, as pessoas são mantidas debaixo do solo, em hibernação, à espera que as coisas mudem para melhor. Para tratar dessas pessoas importantes e das instalações que as mantêm vivas, estão dois personagens (Norman Reedus – e, não, não é a personagem do Daryl, se bem que parece que tinha acabado de sair das filmagens do Walking Dead – e Djimon Hounsou) que acordam de 6 em 6 meses para fazer a manutenção.
A história de base deste Air até tinha muitas pernas para andar, mas acaba por se tornar confusa e simplesmente a arrastar-se para preencher os 90 minutos do filme. Dá mesmo a impressão que o ritmo lento e repetitivo das situações existe apenas e só para isto não ser uma curta-metragem. Parece-me que isso se deve ao facto de a produção ser do Robert Kirkman, e como tal, há que aproveitar a “galinha dos ovos de ouro”. Nem que seja só para figurar o nome no cartaz e ganhar uns cobres…
Na realidade, Air acaba por ter aspecto de telefilme manhoso do SyFy, mas como tem dedinho mágico (e lucrativo) do gajo do Walking Dead, transformou-se em “film”e… O realizador, Christian Cantamessa, faz cinematics para video-jogos e curtas de zombies, daí que a escolha seja perfeita. Não sei mais que diga. Infelizmente, e mais uma vez, uma história com algum potencial acaba transformada em algo sem pés nem cabeça, sem intensidade, sem… nada que se aproveite. Simplesmente fraco. ●○○○○