Se o primeiro Kingsman (The Secret Service) era “comestível”, o segundo é, como de costume, pior. Kingsman: The Golden Circle é a confirmação do padrão: um filmito (o primeiro) mais ou menos engraçado, bem escrito e com algum nexo, que depois do sucesso de bilheteira, leva com a inevitável sequela e é literalmente afogado em patetices, explosões, perseguições e porrada. As cenas de acção são o melhor do filme, mas acabam por se tornarem repetitivas e entediantes porque são imensas!!! Um gajo para ir à casa de banho, tem de se envolver numa luta! Um gajo vai ao frigorífico buscar um iogurte… tem de haver uma perseguição com pelo menos duas lutas. É a demência total em cinema. Parece até que os actores se sentem constrangidos em participar. O Colin Firth, por exemplo, parece estar no filme contrariado, como se estivesse ali apenas a cumprir um contrato de trabalho e a pensar como não pagar tantos impostos… Channing Tatum, Halle Berry, só aparecem para ser chamariz de cartaz… Elton John entra apenas para ser ridicularizado… Uma panóplia de bons actores (Mark Strong, Taron Egerton, Julianne Moore, Michael Gambon, Jeff Bridges, Pedro Pascal) desperdiçados num guião vazio e num filme que… Oh! Não vale a pena. Nem sequer vou perder mais tempo a escrever sobre isto… É estúpido o que fazem com (est)as sequelas e, pior que tudo, é entediante. ●○○○○