Uma pessoa que tem um site/blog em que o tema são os filmes, de certeza que consulta muitas coisas na net e lê imenso sobre cinema, certo? Errado. Tento por todos os meios não consultar nada. Pode parecer estranho, mas é verdade. Dito assim, parece que não posso fundamentar as minhas críticas/opiniões. O que se passa é o seguinte: sou uma esponja. Se leio muita coisa, acabo por escrever da mesma forma e com o mesmo conteúdo. Não sei se isto é generalizado ou se só acontece comigo, mas o que é certo é que acontece.
Apesar de não pesquisar, claro que volta e meia, lá leio uma coisas. Normalmente até em sítios que nada têm a a ver com cinema como a Wired, a Flavorwire ou a Listverse.
Por vezes estou a ver sites de notícias como The Guardian, Wall Street Journal, The Economist ou o Business Insider e se há uma referência ao cinema não resisto a dar uma leitura rápida.
A Wikipedia é útil em tudo e não ia ser excepção com o cinema.
O Youtube também tem alguma culpa no cartório porque “sugere” conteúdos e às vezes não consigo resistir a ver um bocadinho mais… e mais… e mais…


Tudo isto tem uma lógica estranha: saber tudo de antemão sobre um filme, de certa forma estraga-me o filme. Sempre ouvi dizer que informação a mais é tão má como informação a menos, e neste caso confirma-se. Pessoalmente, acho que eleva as expectactivas e depois obrigatoriamente defrauda perante a realidade do filme. Já se fazem filmes há mais de 100 anos e já existem muitos filmes excepcionais sobre os mais variados temas, portanto o normal é que seja cada vez mais difícil fazer algo original e acima de tudo, melhor que o que já foi feito.
Quanto a isso tenho uma teoria: só 1% dos filmes são de 6 estrelas. Por isso só irei comentar esses filmes tão especiais de 100 em 100. Daqui por uns tempos, quando a base de dados estiver mais preenchida, saberei se a minha teoria está certa. Mas isso é outra questão.
Muito raramente pesquiso sobre filmes ou crítica de filmes. Normalmente até pesquiso mais sobre temas relacionados com cinema do que sobre filmes propriamente ditos. O que acontece é que como não sou uma enciclopédia ambulante, por vezes tenho de saber o que estou a dizer ou perceber alguns conceitos que desconhecia. A última vez que isso aconteceu foi com Dogme 95, o grupo do Lars e as suas estranhas teorias sobre como o cinema deve ser. Como sou um fã incondicional do Von Trier tinha mesmo de perceber a lógica da coisa.
Como qualquer outro site, este é uma espécie de missão de campo em que o principal objectivo é explorar e documentar o mundo, neste caso do cinema. Claro que a perspectiva muda sempre que muda o “explorador”, por isso é que há opiniões para todos os gostos e blogs sobre tudo e sobre nada.