Transcendence é um enorme desperdício de tempo e de esforço. É simplesmente fraco. Não porque esteja mal feito, mas porque é a mesma história de sempre, que já foi contada 50.000 vezes: cientistas criam Inteligência Artificial (IA), a IA ganha consciência, a IA domina tudo, a IA volta-se contra os cientistas, os cientistas derrotam a IA com um vírus informático, mesmo a tempo de evitar que esta destrua o planeta. Outra vez? Quantas vezes vão (re)fazer exactamente a mesma história?
Há Johnny Depp no elenco, mas que parece muito pouco à vontade sem estar vestido de forma extravagante ou falar sem sotaque de pirata. Depp é daqueles gajos que ninguém consegue imaginar sentado atrás duma secretária com um computador à frente. É um erro de casting óbvio, que se estende ao restante elenco que parecem que não fazer parte do filme. Apenas passaram por ali para dizer umas deixas… Morgan Freeman também aparece por lá. O realizador (Wally Pfister) é o director de fotografia de Christopher Nolan, por isso há muitas imagens que parecem seguir o mesmo estilo, assim como o som grave e possante que as acompanham, a típica imagem de marca de Nolan. É a única coisa positiva num filme que parece um remake. Para quem não vê muitos filmes de ficção científica até pode surpreender pela positiva, mas para quem conhece bem o tema, Transcendence entra pela retina, faz tabela no cérebro e desaparece no esquecimento… ●○○○○
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