Mr. Holland’s Opus (1995) conta a história de Glenn Hollande, um compositor com aspirações, transformado em professor de música contrariado. Ao longo de três décadas (dos anos 60 até aos 90), ele suporta tudo à sua volta: a mulher, o filho (dramaticamente com problemas auditivos), a escola e os seus alunos, com quem vai gradualmente desenvolvendo relações afetivas cada vez mais estreitas e pessoais. Com tudo isto à sua volta, Holland vai sempre adiando, ano após ano, a sua derradeira criação: compor uma grande ópera moderna americana.
É um drama com alguma intensidade e um tour de force de Richard Dreyfuss que tem aqui uma excepcional prestação. Dreyfuss “pesa” imenso neste filme: ele é literalmente o filme a girar à sua volta. Mr. Holland’s Opus tem uma história muito boa, e especialmente muito bem contada e coerente, porque não se perde ao longo de um período de tempo tão grande.
Por causa do contexto escolar, é inevitável a comparação com o Dead Poets Society. Este Mr. Holland’s Opus fica num patamar abaixo porque lhe falta melhores actores de suporte (safa-se William H. Macy) e porque sendo um filme que gira em torno de um professor de música, a música acaba por ser muito pouco explorada. Para mim, também é o exemplo de filme que podia ter ido mais longe. Tinha tudo para ser um daqueles “dramalhaços” que nos arranca lágrimas a toda a hora. não tendo grandes pontos negativos a apontar, também não consegue ser um grande filme. Ainda assim, é um filme que gosto muito e que recomendo sempre. ●●●○○