Apesar de já ter visto muitos filmes de zombies nunca fui grande fã, por isso vou ser rápido: Maggie foi uma desilusão esperada. Hoje em dia, com a febre por zombies (apesar de ninguém lhes chamar zombies, mas sim walkers, zekes, etc..) que por aí anda, é difícil ser surpreendido. Quando vejo que vai sair (mais) um filme de mortos-vivos, sei logo que vou ficar desapontado. São sempre iguais: há zombies e pessoas a fugir dos zombies, mas no final, o pior de tudo são mesmo as pessoas… é sempre igual. Mas desta vez era zombies e Arnold Schwarzenegger na mesma frase. Pensei logo: ou seria uma surpresa boa ou seria uma surpresa “tipo Avillez numa combinação improvável de omolete e beterraba. (não foi muito boa esta comparação, mas foi o que me apareceu na cabeça…)
Comecei por ficar bem impressionado por ver o tema mil vezes batido dos zombies ser tratado de uma forma diferente do típico “apocalipse incontrolável”. Acho que se pode dizer que Maggie é um drama com zombies. Esta parte é uma relativa novidade. O problema é que o filme começa lento e acaba mesmo por ficar preso: na premissa original, no tom arrastado da narrativa e no tom deslavado da fotografia. (É curioso: em quase todos os filmes de zombies a cor desaparece até ficar tudo meio acinzentado… [já não suporto tanta lividez]) Pior que isso é encravar no final. Aliás, a grande desilusão é mesmo a previsibilidade do final. As partes boas do filme são os papeis “sérios” de Schwarzenegger e Joely Richardson (sempre impecável) e a forma como o filme foi abordado de início. Tirando isso, é mais do mesmo: zombies… e pessoas piores que zombies. ●○○○○